Rodrigo Santoro e Alice Braga brilham na pré-estréia do longa

Por: Flávia Almeida

Foto: Ag. Aphotos

17/06/2008 | 08:22

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Para chegar ao Cine Leblon, na zona sul do Rio, Rodrigo Santoro não precisou de aparato de seguranças, carro blindado ou qualquer outra “regalia” digna de um astro internacional. Até porque ele não se considera assim.


Caminhando, tranqüilamente, Rodrigo saiu de sua casa, a algumas quadras do cinema, para assistir à pré-estréia de Cinturão Vermelho, longa-metragem em que ele atua ao lado de Alice Braga, e foi lançado na noite de segunda-feira (16).

“Aqui, eu me sinto em casa! Vim caminhando, moro aqui mesmo, no Leblon. Eu trabalho no exterior, mas minha casa é aqui. Minha família, meus amigos, o meu suco preferido, tudo isso me faz falta, principalmente esse calor humano. Sempre que dá, venho pro Brasil. Busco um equilíbrio com as oportunidades de contracenar lá fora”, diz Santoro a OFuxico.

Feliz com a carreira, Alice Braga destacou que o trabalho é o mesmo, independente de ser no Brasil ou no exterior.

“Fazer cinema é igual, no mundo inteiro. Muda o tamanho mas, na realidade, a emoção por contar uma história e montar um personagem, é uma só. Eu também não moro no exterior, vou a trabalho e volto”, afirma a atriz.

Evitando falar em sua separação de Ellen Jabour - a quem demonstrou carinho, falando apenas que foi amigável -, Santoro conta que teve que aprender Jiu-Jitsu, para atuar no filme. Seu personagem, Bruno, um vilão mafioso, pratica a arte.

“A maioria dos meus amigos do Brasil fazia Jiu-Jitsu, menos eu. E agora tive que aprender, em um mês e meio. É um esporte muito cultural, de filosofia, de caráter ético. Acabei gostando”, conta.

Na trama, que tem o Jiu-Jitsu como mote principal, Mike Terry (Chiwetel Ejiofor) é o professor e proprietário de uma academia, num bairro obscuro de Los Angeles.

O ponto de partida é a chegada de uma advogada perturbada, vivida por Emily Mortimer, que acidentalmente dispara uma arma e quebra o vidro da fachada da academia de Mike.

Mas, o prejuízo vai muito além de um vidro estilhaçado. A partir daquele momento, o protagonista vive uma série de eventos, que o fazem reavaliar seus princípios. Alice Braga vive Sondra, mulher de Mike. E Rodrigo, o vilão Bruno.

“O diretor me apresentou o personagem como um homem de negócios, que faz várias coisas ao mesmo tempo. Mas, eu emprestei a ele o gosto pelo surfe. Falei que tudo bem, faria o Bruno, mas ele teria que pegar onda. Eles me pediram umas fotos pessoais, para colocar no cenário, e lá estou eu, surfando”, conta Rodrigo.

O filme é permeado com frases ditas em português, o que, segundo Santoro, deu mais cor à obra.

“O diretor pedia pra falar algumas frases, gostava da sonoridade e incluía. O meu personagem, originalmente, se chamava Hector. Não foi escrito para um brasileiro. Mas virou Bruno, a idéia foi colorir mais o filme”, explica.

Daniel de Oliveira, Eriberto Leão e Natália Souto assistiram ao filme. Maria José e Flávia, mãe e irmã de Rodrigo Santoro, também conferiram Cinturão Vermelho.

OFuxico



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